sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Gestão de Riscos - Animação :)

A Gestão de Riscos é um tema que atormenta atualmente muito Gestor da Qualidade. 
Há várias metodologias já testadas para gestão de riscos, uma mais complexas, outras mais simples, mas que respondem da mesma forma ao requisito 6.1 da ISO 9001:2015. 
Fundamentalmente teremos que identificar o contexto da empresa, e identificar os riscos que poderão afetar o seu negócio, ou a forma como presta o serviço. 
Para quê? 
Para os minimizar, eliminar, mitigar, ou simplesmente optar conscientemente por viver com eles. Mas claro que esta decisão terá que ter em conta o nível de risco. 


Por exemplo, valerá a pena correr um risco para conseguir um novo negócio? Se o risco tem um nível baixo, certamente que sim. Mas se ele compromete a continuidade da sua empresa, talvez não justifique correr o risco para conseguir um novo negócio....

Basicamente é isto que a ISO 9001:2015 nos diz. Pense no risco. Saiba que riscos afetam o seu negócio e considere-os quando planear o seu sistema!

E o rato? 



O rato arriscou! Afinal era cá um pedaço de queijo! .... :)

Veja o vídeo aqui!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A Importância da Comunicação # 3

A comunicação é importante na nossa vida pessoal, em qualquer função, e em qualquer empresa. Só quando comunicamos de forma adequada é que diminuímos a probabilidade de interferências na nossa mensagem, proporcionando o sucesso da sua receção e interpretação.

Este foi um tema já abordado aqui no blog anteriormente, e hoje voltamos ao tema com mais umas dicas!

Mas antes de avançar, leia os posts anteriores sobre comunicação.

A importância da comunicação 1: aqui
A importância da comunicação 2: aqui





Avaliação das respostas às mensagens


Então como podemos identificar o nível de recetividade dos outros às mensagens?

As pessoas recetivas mostram-se relaxadas. As suas mãos estão abertas, com as palmas visíveis, como a indicar que estão disponíveis para conversar. Têm tendência em inclinarem-se para a frente (mesmo estando sentados ou de pé).

As pessoas que não estiverem recetivas, frequentemente encostam-se na cadeira ou podem cruzar os braços à sua frente como a criar uma barreira entre si próprio e o orador.

Verifique agora alguns dos indicadores, positivos e negativos, associados a determinados tipos de linguagem corporal:





Veja também alguns sinais de aceitação ou aborrecimento:



Quando o nosso interlocutor, ou público, começa a mostrar sinais de aborrecimento, ou se apresentar sinais de resistência, podemos ser tentados a avançar mais rápido ou a falar mais alto do que o normal. Contudo, a melhor maneira de lidar com esta situação é partilhar que a falta de atenção deles foi notada e tentar perceber o motivo de tal reação. Na sequência desta intervenção, e em função do feedback obtido, poderá fazer sentido fazer uma pausa, pedir uma intervenção mais ativa do público, alterar o tom de voz, etc. 

Ou seja, é fundamental estar atento ao feedback da comunicação, pois só assim poderemos ir ajustando a forma como estamos a comunicar, adaptando-a ao nosso interlocutor, e assim contribuir para a eficácia e sucesso da mensagem!





quarta-feira, 21 de junho de 2017

E a sua empresa, já transitou para a nova ISO?

O processo de transição para a ISO 9001:2015 tinha um prazo de 3 anos, prazo esse que se encontra ainda em curso, e que termina em setembro de 2018.

Ao que parece, segundo informação transmitida pela SGS no mês passado, no Seminário "Ilustrar a transição para a ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015”, apenas 30% das empresas (aproximadamente) concluíram a sua transição.




Do que tenho sob a minha responsabilidade, devo dizer que me incluo nos 70% que ainda não transitaram... 

Mas como estarão as coisas a correr nas empresas?

A ISO 9001:2015 foi publicada em setembro de 2015, e aqui a transição iniciou-se apenas em agosto de 2016. Foi realizada uma pré-auditoria à ISO 9001:2015 para identificação das necessidades de planos de ação (Gap Analysis) e, em consequência das constatações identificadas, foi preparado um cronograma de ações. 

Atenção que há requisitos que só podem ser desenvolvidos quando outros estiverem concluídos! Por exemplo, não será possível concluir o desenvolvimento do requisito "4.4 Sistema de gestão da qualidade e respetivos processos", sem antes concluir a análise do "6.1 Ações para tratar riscos e oportunidades", uma vez que os próprios riscos e oportunidades devem ser considerados no planeamento dos próprios processos. Por isso recomendo muita atenção, e leitura atenta da norma no momento do planeamento.

Neste momento estamos quase a concluir os planos de ação, estando a transição planeada para uns bons meses antes de setembro de 2018 (não vá o diabo tecê-las, e alguma coisa não correr bem...)

De facto 70% sem transição nesta altura do campeonato, pareceu-me muito! Mas ainda temos um pouco mais de um ano pela frente!

Boas transições! 


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Formação grátis em Gestão de Projetos



Nos dias de hoje cada vez mais as empresas procuram profissionais com competências de gestão de projetos. Mesmo sem nos darmos conta estas competências são necessárias nas mais variadas áreas de atuação, seja no desenvolvimento de um novo produto na sua organização, no planeamento de uma viagem, no desenvolvimento de uma campanha de incentivo à produção, ou até mesmo na remodelação da sua cozinha.

Pessoalmente já fiz uma formação em gestão de projetos, mas sinceramente não me pareceu ter sido a melhor opção. Foram dois dias, 16h, dentro duma sala a absorver demasiada informação e com uma componente prática muito, muito reduzida. Fiquei com vontade de fazer mais formação, mas nem sempre é fácil. Seja por questões de tempo ou financeiras, tem sido um objetivo constantemente adiado.

Recentemente descobri este site que me pareceu muito interessante!


Há cursos gratuitos, vários mesmo que vale mesmo a pena aproveitar para desenvolver as nossas competências, tornando-nos assim mais produtivos, ou se for o caso, tornando-nos mais competitivos no mercado de trabalho.


Espero que seja útil!


E boas formações!

domingo, 4 de dezembro de 2016

A Importância da Comunicação # 2

Para comunicar de forma eficaz devemos estar consciente de que existem fatores externos que poderão afetar a nossa comunicação, tanto positiva, como negativamente. 

Tomar consciência dessas barreiras é fundamental para que possamos saber como eliminá-las, ou, caso isso não seja possível, como geri-las, minimizando o impacto na nossa mensagem, aumentando, assim, a qualidade da comunicação.

Haverá, com certeza, outras, mas pensemos nas seguintes barreiras:




Linguagem inadequada

Se, numa determinada situação, um canal pode funcionar bem, noutra situação, tal poderá não suceder.

Normalmente funciona bem quando transmitimos mensagens simples oralmente e mensagens mais complexas, oralmente e também por escrito.

A linguagem escolhida é também fundamental para uma comunicação eficaz, e portanto, o uso de calão ou abreviaturas pode dificultar bastante. Como tal, o nível da linguagem usada deverá ser escolhido com cuidado, devendo ter em conta o nível de educação e conhecimento do público esperado para uma boa adequação da linguagem.


Pressuposições

É frequente o ser humano achar que sabe coisas que não sabe. Temos mecanismos mentais que nos permitem saber o que vai acontecer, ou o que aconteceu no passado. Mesmo quando esta informação é desconhecida, nós pensamos sabe-la.

Imagine que tem um colega muito “certinho” que nunca se atrasa, nem um minuto. Certo dia ele atrasa-se uma hora sem avisar ninguém. De imediato você irá concluir: “Aconteceu alguma coisa”.
Talvez ele tenha apenas adormecido, e nada demais tenha acontecido. Talvez se tenha esquecido de acertar o relógio na mudança de hora.

Esta é uma capacidade do ser humano, que pode influenciar a forma como a comunicação chega ao destino, levando a uma interpretação errada, ou desviada da mensagem original.


Distorções cognitivas

As distorções cognitivas podem ser vistas como a forma como interpretamos o que ouvimos, em função de quem somos. Nós somos fruto daquilo que vamos absorvendo do mundo exterior: da educação que recebemos dos nossos pais, do que aprendemos na escola, do que vemos nos nossos amigos, do que assistimos na televisão, das nossas interpretações de tudo isto, da nossa noção de justiça e injustiça…

Tudo isto leva a que ao ouvirmos algo, possamos enquadrar o que ouvimos em algo que já temos na nossa mente por via das recordações. Podemos, assim, abstrair-nos seletivamente de alguma informação recebida, categorizá-la de imediato quase que “colando-lhe um rótulo”, generalizar ou personalizar, relacionando consigo, sem fundamento aparente, a mensagem que está a receber.



Linguagem corporal inadequada

Grande parte do significado de uma mensagem é comunicado através da comunicação não-verbal: 

Postura
Gestos
Expressão facial
Tom e nível de voz
Forma de vestir
Olhar
Proximidade (espaço pessoal)...

 No entanto, a comunicação não-verbal pode ser ambígua, e o seu significado pode variar em relação à cultura, ao contexto, entre outros. 
Gestos aleatórios podem ser interpretados como se tivessem significado, quando na realidade, não têm qualquer intenção. Até mesmo a forma de vestir pode assumir uma enorme influência na comunicação não-verbal e pode influenciar a percepção e os estereótipos das pessoas.


Ruído

O ruído consiste em quaisquer interferências que ocorrem entre o emissor e o recetor da mensagem.
O ruído poderá ser relativo a:

Distrações resultantes de imagens na parede ou objetos na sala.

Comunicações escritas e inclusão de material irrelevante.

Interrupções por parte de outras pessoas, um telefone a tocar, ou ruídos externos. 


Feedback fraco

O feedback representa a resposta que o recetor envia de volta ao emissor, sobre como a mensagem foi compreendida. 
É uma reação, e sem ela é impossível o emissor saber se o recetor aceitou e compreendeu a mensagem. Este feedback poderá ocorrer em modos diferentes:

Pode pedir-se às pessoas para repetir o que disseram (comunicação verbal);

Através de um aceno da cabeça ou franzindo a testa (comunicação não-verbal), entre outros.

O feedback é especialmente importante para ajudar a esclarecer mensagens confusas.


Fraca capacidade de escuta

A capacidade de escuta pode ter um impacto grande na eficácia da comunicação. As barreiras à comunicação incluem, neste caso, falta de atenção ou distrações dos ouvintes, pelos mais variados motivos, pelo que algumas das mensagens, ou até mesmo em todas, poderão perder-se.