quarta-feira, 21 de junho de 2017

E a sua empresa, já transitou para a nova ISO?

O processo de transição para a ISO 9001:2015 tinha um prazo de 3 anos, prazo esse que se encontra ainda em curso, e que termina em setembro de 2018.

Ao que parece, segundo informação transmitida pela SGS no mês passado, no Seminário "Ilustrar a transição para a ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015”, apenas 30% das empresas (aproximadamente) concluíram a sua transição.




Do que tenho sob a minha responsabilidade, devo dizer que me incluo nos 70% que ainda não transitaram... 

Mas como estarão as coisas a correr nas empresas?

A ISO 9001:2015 foi publicada em setembro de 2015, e aqui a transição iniciou-se apenas em agosto de 2016. Foi realizada uma pré-auditoria à ISO 9001:2015 para identificação das necessidades de planos de ação (Gap Analysis) e, em consequência das constatações identificadas, foi preparado um cronograma de ações. 

Atenção que há requisitos que só podem ser desenvolvidos quando outros estiverem concluídos! Por exemplo, não será possível concluir o desenvolvimento do requisito "4.4 Sistema de gestão da qualidade e respetivos processos", sem antes concluir a análise do "6.1 Ações para tratar riscos e oportunidades", uma vez que os próprios riscos e oportunidades devem ser considerados no planeamento dos próprios processos. Por isso recomendo muita atenção, e leitura atenta da norma no momento do planeamento.

Neste momento estamos quase a concluir os planos de ação, estando a transição planeada para uns bons meses antes de setembro de 2018 (não vá o diabo tecê-las, e alguma coisa não correr bem...)

De facto 70% sem transição nesta altura do campeonato, pareceu-me muito! Mas ainda temos um pouco mais de um ano pela frente!

Boas transições! 


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Formação grátis em Gestão de Projetos



Nos dias de hoje cada vez mais as empresas procuram profissionais com competências de gestão de projetos. Mesmo sem nos darmos conta estas competências são necessárias nas mais variadas áreas de atuação, seja no desenvolvimento de um novo produto na sua organização, no planeamento de uma viagem, no desenvolvimento de uma campanha de incentivo à produção, ou até mesmo na remodelação da sua cozinha.

Pessoalmente já fiz uma formação em gestão de projetos, mas sinceramente não me pareceu ter sido a melhor opção. Foram dois dias, 16h, dentro duma sala a absorver demasiada informação e com uma componente prática muito, muito reduzida. Fiquei com vontade de fazer mais formação, mas nem sempre é fácil. Seja por questões de tempo ou financeiras, tem sido um objetivo constantemente adiado.

Recentemente descobri este site que me pareceu muito interessante!


Há cursos gratuitos, vários mesmo que vale mesmo a pena aproveitar para desenvolver as nossas competências, tornando-nos assim mais produtivos, ou se for o caso, tornando-nos mais competitivos no mercado de trabalho.


Espero que seja útil!


E boas formações!

domingo, 4 de dezembro de 2016

A Importância da Comunicação # 2

Para comunicar de forma eficaz devemos estar consciente de que existem fatores externos que poderão afetar a nossa comunicação, tanto positiva, como negativamente. 

Tomar consciência dessas barreiras é fundamental para que possamos saber como eliminá-las, ou, caso isso não seja possível, como geri-las, minimizando o impacto na nossa mensagem, aumentando, assim, a qualidade da comunicação.

Haverá, com certeza, outras, mas pensemos nas seguintes barreiras:




Linguagem inadequada

Se, numa determinada situação, um canal pode funcionar bem, noutra situação, tal poderá não suceder.

Normalmente funciona bem quando transmitimos mensagens simples oralmente e mensagens mais complexas, oralmente e também por escrito.

A linguagem escolhida é também fundamental para uma comunicação eficaz, e portanto, o uso de calão ou abreviaturas pode dificultar bastante. Como tal, o nível da linguagem usada deverá ser escolhido com cuidado, devendo ter em conta o nível de educação e conhecimento do público esperado para uma boa adequação da linguagem.


Pressuposições

É frequente o ser humano achar que sabe coisas que não sabe. Temos mecanismos mentais que nos permitem saber o que vai acontecer, ou o que aconteceu no passado. Mesmo quando esta informação é desconhecida, nós pensamos sabe-la.

Imagine que tem um colega muito “certinho” que nunca se atrasa, nem um minuto. Certo dia ele atrasa-se uma hora sem avisar ninguém. De imediato você irá concluir: “Aconteceu alguma coisa”.
Talvez ele tenha apenas adormecido, e nada demais tenha acontecido. Talvez se tenha esquecido de acertar o relógio na mudança de hora.

Esta é uma capacidade do ser humano, que pode influenciar a forma como a comunicação chega ao destino, levando a uma interpretação errada, ou desviada da mensagem original.


Distorções cognitivas

As distorções cognitivas podem ser vistas como a forma como interpretamos o que ouvimos, em função de quem somos. Nós somos fruto daquilo que vamos absorvendo do mundo exterior: da educação que recebemos dos nossos pais, do que aprendemos na escola, do que vemos nos nossos amigos, do que assistimos na televisão, das nossas interpretações de tudo isto, da nossa noção de justiça e injustiça…

Tudo isto leva a que ao ouvirmos algo, possamos enquadrar o que ouvimos em algo que já temos na nossa mente por via das recordações. Podemos, assim, abstrair-nos seletivamente de alguma informação recebida, categorizá-la de imediato quase que “colando-lhe um rótulo”, generalizar ou personalizar, relacionando consigo, sem fundamento aparente, a mensagem que está a receber.



Linguagem corporal inadequada

Grande parte do significado de uma mensagem é comunicado através da comunicação não-verbal: 

Postura
Gestos
Expressão facial
Tom e nível de voz
Forma de vestir
Olhar
Proximidade (espaço pessoal)...

 No entanto, a comunicação não-verbal pode ser ambígua, e o seu significado pode variar em relação à cultura, ao contexto, entre outros. 
Gestos aleatórios podem ser interpretados como se tivessem significado, quando na realidade, não têm qualquer intenção. Até mesmo a forma de vestir pode assumir uma enorme influência na comunicação não-verbal e pode influenciar a percepção e os estereótipos das pessoas.


Ruído

O ruído consiste em quaisquer interferências que ocorrem entre o emissor e o recetor da mensagem.
O ruído poderá ser relativo a:

Distrações resultantes de imagens na parede ou objetos na sala.

Comunicações escritas e inclusão de material irrelevante.

Interrupções por parte de outras pessoas, um telefone a tocar, ou ruídos externos. 


Feedback fraco

O feedback representa a resposta que o recetor envia de volta ao emissor, sobre como a mensagem foi compreendida. 
É uma reação, e sem ela é impossível o emissor saber se o recetor aceitou e compreendeu a mensagem. Este feedback poderá ocorrer em modos diferentes:

Pode pedir-se às pessoas para repetir o que disseram (comunicação verbal);

Através de um aceno da cabeça ou franzindo a testa (comunicação não-verbal), entre outros.

O feedback é especialmente importante para ajudar a esclarecer mensagens confusas.


Fraca capacidade de escuta

A capacidade de escuta pode ter um impacto grande na eficácia da comunicação. As barreiras à comunicação incluem, neste caso, falta de atenção ou distrações dos ouvintes, pelos mais variados motivos, pelo que algumas das mensagens, ou até mesmo em todas, poderão perder-se.








segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A Importância da Comunicação # 1

Aprendemos, a comunicar. 
Ensinamos, a comunicar. 
O desenvolvimento humano apenas é possível quando existe comunicação. 
As culturas evoluem porque comunicam entre elas. 
Partilhar, é comunicar.


O processo de aprendizagem que está a realizar, neste momento, apenas é possível porque estamos a comunicar.

Comunicar é, talvez, uma das capacidades mais importantes.

Conseguir comunicar é fundamental, e se o conseguirmos fazer bem, melhor!
 Comunicar não implica que sejamos excelentes comunicadores, mas é algo que poderemos trabalhar e desenvolver com a prática.

Talvez tenha sentido alguma dificuldade em estruturar o primeiro e-mail que escreveu. Saber por onde começar, como terminar… como estruturar o seu conteúdo, mas certamente que hoje em dia já não sente a mesma dificuldade. Com muita facilidade liga o seu computador e escreve um e-mail a um amigo.

A comunicação é uma capacidade e uma competência e, como qualquer outra competência, pode ser desenvolvida.


As ações de quem comunica são observadas detalhadamente por quem ouve. E o ouvinte é rápido a recolher sinais negativos, e é mais motivado, por exemplo, a trabalhar com chefias positivas e bem disposta!



Vejamos algumas técnicas para comunicação de mensagens positivas:
  • Interações um-para-um.
  • Comunicar de forma confiante, assertiva, aberta e honesta.
  • Permitir às pessoas que discordem de si sem se tornar ofensivo e agressivo.
  • Utilizar uma linguagem respeitadora e evitar um tom paternalista, condescendente, imperativo, ou autoritário.

Não se esqueça que na comunicação cara-a-cara as suas atitudes e ações podem "falar mais alto" que as palavras, podendo reforçar as palavras que estão a ser ditas, ou “deitar por terra” a mensagem transmitida, caso a sua atitude demonstre o oposto (acontece frequentemente quando estamos a transmitir uma mensagem na qual não acreditamos).


Este é o tipo de comunicação preferencial quando o objetivo é conquistar confiança, motivar e estimular.


Uma boa apresentação irá criar uma forte ligação com a audiência. Histórias que criem uma ligação irão manter a atenção, assim como suportes visuais, sejam vídeos, ou diapositivos. Contudo as ações desempenham um papel fundamental na conquista da atenção dos ouvintes.


Há oradores que desenvolvem a capacidade de controlar toda a sua comunicação não-verbal enquanto expõem um assunto oralmente. Estes oradores chamam-se “oradores cinestésicos”, ou seja, são pessoas que têm total consciência dos seus movimentos corporais.

Os oradores cinestésicos utilizam, frequentemente, algumas técnicas para facilitar a comunicação cara a cara:
  • Assegurar que os movimentos físicos estão em sintonia com a mensagem verbal.
  • Variar a distância entre o orador e a plateia de pessoas.
  • Perceber os sinais não-verbais da audiência e interagir com eles.
  • Falar, pontualmente, para algumas pessoas da plateia.
  • Não demonstrar nervosismo no seu discurso.
  • Praticar um pouco antes de falar, por exemplo, em frente a um espelho.

A forma como comunicamos faz toda a diferença na forma como somos vistos e ouvidos dentro da organização. 

E porque as barreiras à comunicação e os indicadores dos ouvintes são fundamentais a uma comunicação eficaz, voltarei a este tema brevemente!


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Qualidade Total

Já la vai o tempo em que a qualidade era vista apenas da perspectiva do produto entregue ao cliente. Atualmente falamos em 

Qualidade Total. 

A Qualidade deve estar presente em todas as atividades da empresa. Claro que é importante entregar ao cliente o que ele pretende. 
Mas a que custo? 
Poderemos nós fazer mais com menos? 
Com menos recursos, menos custo, menos retrabalho? 
E logo, mais motivação? 

Gestão da Qualidade já não é só adequação ao uso, é ser eficiente! É pensar no que está dentro das quatro paredes. Porque já não é só o cliente que importa. 

Claro que o foco será sempre o cliente, afinal é ele que nos trás faturação, mas em momento algum nos podemos esquecer das outras partes interessadas.